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Chegadas e Partidas

Como é difícil dar tchau.

Mesmo sabendo que a gente vai reencontrar as pessoas queridas, mesmo sabendo a data, horário e local… It doesn’t make it easier!

A vida é feita de chegadas e partidas, o tempo todo!

Quando chega a puberdade, vai embora a infância. Quando chega a faculdade, vai embora o colégio. Enquanto conhecemos novos amigos, alguns se perdem. A chegada de um novo carro, uma nova casa, um novo namorado, tudo implica na despedida de anteriores.

Acho que a vida nos prepara desde o início para as despedidas mais fortes, mas parece que a gente não percebe. Ou simplesmente não faz diferença, não torna as coisas mais fáceis. Mas isso até o momento em que a gente decide olhar a vida, olhar os acontecimentos, as pessoas, os lugares, com outros olhos. A despedida implica em chegada, em reencontro. Com o conhecido ou com o desconhecido. De qualquer forma uma evolução. Uma evolução que a gente sempre procura para o melhor. É isto que nos move.

Reconhecer, nomear, aceitar estas chegadas e partidas, estas evoluções, é o primeiro passo para vê-las de uma forma diferente. De uma forma positiva.

A minha vontade de escrever sobre este tema se deve obviamente por tudo aquilo que o meu namoro à distância me traz. Os desafios, os momentos difíceis, mas também a renovação. O reencontro e a certeza de que se encontrou a pessoa certa para estar ao lado. A pessoa que mesmo do outro lado do oceano te faz mais completo, mais feliz e mais presente.

O nome deste post se deve ao programa da GNT que também me motivou a escrever sobre o tema. A Astrid fica no Aeroporto de Guarulhos entrevistando as pessoas que estão indo embora ou esperando alguém. É muito legal. É algo que eu sempre pensei. No aeroporto tem tudo que é tipo de história e sempre fiquei curiosa para ouvir um pouco delas. Vale a pena assistir! 🙂

Gentileza

Tem muitas coisas das quais eu gostaria de falar. Mas neste momento, tudo parece supérfluo.

Não consigo parar de pensar na bárbarie que ocorreu no RJ. As pessoas dizem que isto é desumano, mas para que mascarar? Isso é humano sim, o ser humano é capaz de fazer coisas horríveis, e estão aí todas as Guerras para comprovar. Todas as ações injustificáveis, todas as maldades gratuitas. Atropelamento de ciclistas, matanças em escolas, sem contar na guerra diária, nas mortes diárias das quais nem ficamos sabendo, mas que da mesma forma são vidas, são famílias.

Eu não gosto de ficar falando, alimentando a tristeza. Há muito tempo parei de assistir jornal, para evitar que eu entrasse em depressão. Sempre procuro notícias pela internet e escolho o que quero ler.

Mas é que hoje eu simplesmente não consigo pensar em outra coisa. Ouvi um parente de uma das crianças falando “está na hora da gente se unir e fazer um Brasil melhor”. E bah, nunca uma frase foi tão verdadeira, nem me trouxe tanto impacto.

Está na hora sim da gente fazer um país melhor. E se a gente não pode evitar essas bárbaries, a gente pode criar um ambiente de harmonia e educação. Quer coisa mais simples do que ser gentil? Dar a vez no trânsito. Fazer um trabalho voluntário (fazer mesmo, não arrecadar coisas do armário e mandar entregar). Respeitar. Respeitar as outras pessoas, os animais, a natureza, é tão simples. Mas às vezes até a gente se esquece das pequenas coisas. Só que se todo mundo lembrar dessas pequenas coisas, é possível criar um ambiente melhor. É o amor incondicional pelas coisas, pelos seres, pelas vidas, é o carinho com que tratamos cada ser do nosso planeta.

Precisamos começar fazendo a nossa parte, ao invés de querer consertar o mundo! E ser gentil, é um bom começo!